Ciência e Tecnologia

Criador da série ‘Andor’, de ‘Star Wars’, se lança contra a inteligência artificial: o que ele fez?

Mais um reforço na luta dos diferentes criadores contra a inteligência artificial

Andor. (Lucasfilm Ltd./Disney+ vía AP) AP (Lucasfilm Ltd./AP)

Tony Gilroy, o cérebro por trás de ‘Andor’, a série ‘Star Wars’ que restaurou nossa fé nos spin-offs, decidiu dar um passo à frente na luta contra a inteligência artificial. Sua jogada? Cancelar a publicação dos roteiros da primeira temporada para evitar que sejam usados ​​como alimento para modelos de IA. Sim, a guerra dos clones agora é contra algoritmos.

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Gilroy vs. AI: “Eles não vão roubar meu trabalho, obrigado”

Gilroy tinha um plano bem legal: lançar um site onde os fãs pudessem acessar os roteiros originais de Andor, junto com artes conceituais exclusivas. Tudo estava maravilhoso até aparecer o fantasma de 2025: a inteligência artificial.

Em entrevista ao Collider, Gilroy foi claro e direto: “Eu queria fazer isso. Nós conseguimos. É legal. Eu vi e adorei. Mas a IA é a razão pela qual não fazemos isso.” Em outras palavras, ele não gostou da ideia de que seu diálogo cuidadosamente escrito pudesse acabar em um chatbot de roteiristas sintéticos.

O “genocídio cultural” que está por vir

Gilroy não mediu palavras e comparou o uso indiscriminado de IA na indústria ao “genocídio cultural”. Sim, são palavras fortes, mas se você pensar bem, não está muito longe da verdade.

A IA já sugou livros, roteiros e músicas como um buraco negro de conteúdo, deixando os criadores humanos com a sensação de que seu trabalho poderia ser canibalizado sem sua permissão.

Não é apenas Gilroy quem está soando o alarme.

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Christopher Nolan, o cara que nos fez duvidar da realidade com ‘Inception’, também expressou sua preocupação sobre como a IA poderia afetar o futuro do cinema. E se há alguém que entende os paradoxos do tempo e da tecnologia, esse alguém é Nolan.

Hollywood vs. os robôs: quem ganha?

As recentes greves da SAG-AFTRA e da WGA já deixaram claro que a IA é um problema real para a indústria do entretenimento. Escritores e atores exigiram proteções contra o uso de IA em roteiros e dublagens digitais, porque ninguém quer ver uma versão sintética de Robert De Niro ganhar um Oscar.

Entretanto, na música, alguns artistas tomaram medidas extremas. Um grupo de músicos no Reino Unido lançou um álbum de protesto completamente silencioso para demonstrar o impacto que a IA teria se as gravadoras pudessem usar o seu trabalho sem permissão.

O futuro da música é o silêncio? Esperemos que não.

Até onde irá a IA no entretenimento?

Gilroy tomou uma decisão drástica, mas com razão. Se a IA continuar a avançar sem regulamentações claras, não demorará muito para vermos filmes totalmente gerados por algoritmos, com roteiros escritos por bots que acreditam que toda história deve terminar com uma reviravolta inesperada e uma batalha final no espaço.

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Por enquanto, os fãs de ‘Andor’ terão que se contentar em assistir a série e não ler os roteiros oficiais. Mas a mensagem de Gilroy é clara: proteger a criatividade humana é mais importante do que nunca.

Afinal, quem quer um ‘Star Wars’ escrito por uma IA que mistura frases aleatórias de Yoda e Darth Vader? “Incrível, você não está. Pronto, sua história acabou.”

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