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Denúncia de jovem leva a prisão de casal que mantinha casa de prostituição no Guarujá

Segundo a mulher, ela e outras garotas eram mantidas em condições mínimas de higiene e proibidas de deixara a casa.

Imagens mostram o interior do imóvel.

A denúncia realizada por uma garota de programa levou a prisão de um casal que mantinha uma casa de prostituição em Guarujá, no litoral de São Paulo. O homem, de 41 anos, e a mulher, de 22, são suspeitos de administrar o local e manter as garotas em condições de exploração com poucas condições de higiene e falta de alimentação adequada.

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De acordo com informações compartilhadas pelo G1, a vítima, uma jovem de 27 anos, foi responsável por denunciar o estabelecimento à Polícia Civil. Em sua fala, ela explica que foi contratada para trabalhar no local no início do mês, além de detalhar os papéis do homem e da mulher presos na operação.

Falta de alimentação e higiene

No depoimento a vítima explicou que os administradores do local não forneciam alimentação adequada ou até mesmo itens de higiene básica. Por conta das condições do imóvel ela até mesmo chegou a precisar fazer as necessidades fisiológicas em sacolas plásticas.

Em sua fala, a vítima também afirmou que o casal impunha uma série de regras às garotas, que eram proibidas de sair da casa, obrigadas a trabalhar da hora que acordavam até o momento de descanso e proibidas de utilizar roupas dentro do estabelecimento. Cada “falta” cometida era punida com aplicação de multas em dinheiro.

A jovem também conta que as garotas eram proibidas de negar atendimento mesmo durante o período menstrual, além de não poderem deixar os quartos em caso de agressões cometidas pelos clientes. Ela também revela que as garotas tinham uma “meta” de 90 atendimentos em 15 dias, pela qual receberiam R$6 mil.

Caso segue sob investigação

Após a denúncia a Polícia Civil compareceu ao local onde encontrou outras mulheres que confirmaram as alegações da jovem. Também foram localizados objetos que confirmaram as atividades de exploração sexual.

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Os policiais também notaram que o local contava com uma instalação de energia elétrica clandestina, caracterizando o crime de furto de energia elétrica. Desta forma, o caso segue sob investigação pelos crimes de furto, favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável e rufianismo.

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