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Como fazer uma pergunta ao Tarot

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Como funciona o Tarot?

O procedimento/ritual que antecede a leitura pode ser o mais simples possível, mas é absolutamente necessário. A preparação irá criar um estado propício para que as as cartas possam ser lidas, acalmando a urgência que nos incomoda, as ansiedades que trazemos para a consulta.

Alcançado o estado de tranquilidade, é possível elaborar a pergunta. E elaborar uma pergunta é bem mais complexo do que simplesmente aceitá-la da forma que vem. É preciso um sutil equilíbrio entre pergunta e resposta para que a consulta seja efetiva.

E o que determina uma boa pergunta ao Tarot?

Perguntas sem especificidade como “Encontrarei o grande amor da minha vida?” são armadilhas.

  1. Você quer realmente obter uma resposta para a sua pergunta? Lembre-se de que pode ser negativa. Já pensou sobre isso? É preciso preparação para escutar a resposta a sua pergunta ao Tarot. Se for positiva, “sim, você encontrará uma grande amor”, tenha em conta que esse amor poderá chegar aos 70 anos.
  2. A questão pode ser reformulada. No exemplo, podemos, por exemplo, fazer da seguinte forma: “Encontrarei o grande amor da minha vida até abril do ano que vem?”
  3. Se você quiser uma previsão a sua pergunta ao Tarot que possa se estender num futuro distante, o interessante seria que o tarólogo fizesse você pensar sobre o que seria um grande amor para você.
  4. Proferir alto e em bom som desejos que nunca especificamos direito é bem vindo em uma leitura, se for confortável fazê-lo.
  5. Algumas perguntas trazem mais de um assunto e, por isso, deveriam ser duas perguntas. Exemplo: “Se eu fizer a viagem que desejo conseguirei encontrar alguém que faça sentido em minha vida?” É preciso saber, antes de tratar de histórias de amor,  se você irá viajar ou não.
  6. Perguntas que trazem embutidas o SIM e o NÃO também não servem. Sim, existem métodos de leitura que contemplam a afirmação e a negativa, mas devem ser evitadas principalmente no início de uma sessão. Ao final, para fazer confirmações, você pode fazê-las. Mas lembrem-se de que o NÃO sempre pressupõe algum tipo de SIM, e o SIM sempre traz alguma restrição.
  7. Perguntas ao Tarot que começam com negativas também devem ser evitadas (“Nunca conseguirei esse emprego?”).  Parece óbvio, mas isso é bem comum, principalmente quando estamos cansados ou desabafando.
  8. Isso não significa dizer que não se pode perguntar o Tarot sobre comportamentos negativos. Por exemplo: “Como saboto inconscientemente meus relacionamentos amorosos?”, é uma ótima pergunta.
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O que você quer perguntar ao Tarot?

Tenha um especial cuidado com especialistas que fazem análise moral e julgamentos. Na hora da consulta, não interessa o que a pessoa do tarólogo “acha”.

Onde fica a opinião do profissional de Tarot?

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Se a especialista externa uma opinião sem você ter solicitado especificamente, antes ou depois de ter visto suas cartas, troque de profissional. Você caiu na mão de alguém que não separa a opinião pessoal do trabalho de oraculista.

Lembre-se: o consulente paga pela resposta do Tarot e o tarólogo é aquele que traduz a resposta do oráculo. O tarólogo pode questioná-lo para que você entenda melhor seus pensamentos, mas parou por aí. Não pode e não deve fazer com que você se sinta constrangido por algum comportamento.

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Se o profissional de Tarot disser: “Você acredita mesmo que vale a pena ir atrás de alguém que não te merece e ainda por cima te traiu?”, peça o dinheiro da consulta de volta. Isso é análise moral.

Você pode ser uma pessoa super tradicionalista, mas pode ser uma pessoa adepta de relações triangulares ou do poliamor. A palavra “traição” não significa a mesma coisa para todo mundo.

Resposta é diferente de opinião. Em uma sessão de Tarot e o que o consulente deseja é o oráculo. Cabe ao oráculo ACEITAR ou não a sua pergunta. E cabe ao tarólogo, que representa o oráculo nesse momento,  encontrar a melhor forma da pergunta, sem adulterar o conteúdo. É possível investigar, aprofundar, mas nunca distorcer a questão trazida.

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Tarot online funciona?

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Na minha prática como oraculista já lidei com consulentes que não querem escutar as respostas, só desejam desabafar e perguntar de formas diferentes sempre a mesma coisa que já foi respondida. Nesse caso, é preciso interromper  e reconduzir a sessão de leitura.

A sessão de Tarot pode exercer um efeito terapêutico no consulente, mas não é uma sessão de Psicoterapia. Então, é importante que você comunique ao tarólogo apenas o que achar essencial na condução da leitura.

Contar toda sua história de vida vai “comer” o tempo da sua consulta. Responda as perguntas que o oraculista por ventura lhe faça com sinceridade, mas da forma mais sucinta possível.

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Quando o consulente está angustiado demais e percebo que os processos de acomodamento não estão funcionando, levanto a possibilidade de remarcar a consulta para em uma data em que seja possível um atendimento mais objetivo.

Uma coisa é acolher a pessoa que chega procurando um esclarecimento por intermédio das cartas, outra é deixar que ela ocupe o tempo pelo qual pagou chorando pitangas sem que o oraculista possa fazer algo que seja realmente efetivo.

O Tarot trabalha com sutilezas, percepções finas. Sua linguagem é metafórica e pode chegar a ser realmente poética.

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Certos temas e situações são comunicadas de maneira muito especial e é preciso que o consulente esteja antenado para poder colher as respostas.

Um bom profissional não deixará o tempo completamente aberto para desabafos e opiniões, mesmo que eventualmente essas situações possam ocorrer por parte do consulente depois do fechamento de uma leitura.

Na Grécia Antiga, aqueles que almejavam uma resposta importante caminhavam por dias até o Oráculo de Delfos.

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A primeira pitonisa do templo, Femonoe, filha do deus Apolo, escreveu a frase que mais tarde foi imortalizada por Sócrates e que lia-se no pórtico do mais prestigiado oráculo de todos os tempos: “Conhece-te a ti mesmo”.

E entender-se a si mesmo é inteirar-se de suas mais íntimas e legítimas questões, as mais exatas e sinceras indagações.

Conhecer-se a si mesmo é conhecer as nossas verdadeiras perguntas.

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Zoe de Camaris

Taróloga. Pós-graduada em Linguística. Incluiu o Tarot nos seus estudos de especialização no intuito de revalidá-lo como um sistema de linguagem visual interdisciplinar. Autora do Tarot Direto Personare.

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zoedecamaris@gmail.com

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