Em meados de 2020 as autoridades identificaram anteriormente Christian Brueckner, um homem alemão, como suspeito do sequestro de Madeleine McCann. Ele agora é acusado formalmente de ter raptado e assassino a menina que tinha quase quatro anos na época.
Madeleine desapareceu em 2007 enquanto dormia no quarto de um resort na Praia da Luz, em Portugal.
As autoridades portuguesas negam que o homem foi acusado devido ao prazo de prescrição para crimes graves após 15 anos, pois o prazo é atingido na semana que vem. Se até 3 de maio de 2022 as acusações não fossem feitas, a chance de condenação seria reduzida drasticamente.
De acordo com o Daily Mail, o homem de 44 anos, cumpre uma pena em uma prisão alemã com uma extensa ficha por tráfico de drogas, abuso de menor e estupro de mulher de 72 anos em Portugal, próximo ao local do desaparecimento de Madeleine.
A investigação sobre ele está sendo liderada por autoridades alemãs e portuguesas, que apontam a descoberta de fortes evidencias que comprovam a prática do crime.
Testemunhas apontam que Christian teria confessado sua parte no desaparecimento da criança a um homem em um bar. Eles estavam sentados em um estabelecimento na Alemanha quando uma reportagem sobre o desaparecimento de Madeleine apareceu na TV.
Recentemente, Christian Post, amigo do suspeito, revelou que acredita que o homem está envolvido no crime. Ele contou que o homem se gabava de ter uma coleção de passaportes roubados, com cerca de 60 ou 100 documentos empilhados.
“Tenho 100% de certeza de que ele levou Madeleine. (...) Ele me contou que nas suas caminhadas noturnas até à Praia da Luz, subia nas varandas e entrava pelas janelas”, lembrou Post, contando o método de roubo de Brueckner para obter os documentos.
De acordo com os relatórios policiais analisados pelo The Guardian, Brückner fantasiou sobre sequestrar e abusar sexualmente de menores em um bate-papo online em 2013, dizendo que queria «pegar algo pequeno e usá-lo por dias».
Quando questionado por outra pessoa que este seria um empreendimento perigoso, Brückner pareceu sugerir que ele tinha experiência anterior ao respeito: “Oh, bem, se as evidências forem destruídas posteriormente”.