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Justiça condena mulher que monitorou ex-marido com rastreador Bluetooth em meio a disputa por pensão

Claire Dent, 49 anos, rastreou o ex-marido com AirTag para provar que ele trabalhava e tinha dinheiro para pagar pensão

Caso de assédio com AirTag evidencia riscos do uso de rastreamento eletrônico
Caso de assédio com AirTag evidencia riscos do uso de rastreamento eletrônico - Foto: Solent News & Photo Agency

Uma mulher britânica conseguiu evitar uma ordem de restrição após admitir que rastreou o ex-marido com um Apple AirTag durante uma disputa por pensão alimentícia. Claire Dent, de 49 anos, instalou o dispositivo no carro do ex-companheiro, Paul Dent, para monitorar seus deslocamentos e reunir provas de que ele estava trabalhando enquanto se recusava a pagar a pensão.

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Ela alegou que não sabia que essa prática era ilegal. No entanto, a Justiça não aceitou a justificativa e a condenou a uma pena comunitária de 12 meses. A decisão foi tomada após o tribunal ouvir o relato do ex-marido, que afirmou viver com ansiedade e medo desde que descobriu que estava sendo vigiado.

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Ainda segundo o Daily Mail, a situação foi descoberta quando Paul encontrou um fio verde estranho preso à grade do veículo. Ao remover o objeto, percebeu que era um AirTag, um rastreador Bluetooth da Apple, geralmente utilizado para localizar objetos pessoais.

O tribunal ouviu que Claire checava a localização do ex todos os dias e, frequentemente, aparecia nos locais onde ele estava. Em alguns momentos, ele evitava certos lugares para não ser seguido.

O caso foi tratado como assédio, mas a acusada alegou que estava passando por dificuldades financeiras e queria comprovar que o ex-marido continuava trabalhando enquanto se negava a pagar a pensão.

O advogado de defesa afirmou que Claire reconhecia o erro e que estava arrependida de suas ações. O juiz declarou que a acusada “deveria saber” que sua conduta era ilegal, mas considerou que ela não tinha antecedentes criminais e estava emocionalmente abalada pelo divórcio.

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A decisão do tribunal determinou que Claire cumprirá 40 horas de trabalho comunitário e participará de 12 dias de reabilitação. Além disso, foi condenada a pagar £250 de custos judiciais e £114 de taxa de compensação à vítima.

Apesar da gravidade do caso, o juiz optou por não emitir uma ordem de restrição, sob a condição de que a mulher não repetisse a conduta.

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